Aumento nos remédios não deve assustar os consumidores.
31/03/11 às 11:11 h


O aumento no preço dos medicamentos, que começa a valer nesta quinta-feira, 31, não deve assustar muito os consumidores, de acordo com o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos de Sergipe, Carlos Dias Batista.

Isso porque o índice de reajuste – que varia entre 3,54% a 6,01% - corresponde ao acumulado pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), durante o ano de 2010.

“É só um repasse da inflação do período”, acrescentou Batista.

A medida foi anunciada no início do mês e deve contemplar, principalmente, antibióticos e anti-inflamatórios.

“Essa variação vai depender do medicamento. Todo ano há reajuste nesse período.

Os consumidores reclamam, mas não é algo tão alarmante”, explica.

O reajuste também atinge os medicamentos do programa ‘Aqui Tem Farmácia Popular’, mas o impacto no bolso do consumidor é ainda menor, pois os remédios vendidos através desse método são conhecidamente mais baratos.

“O governo dá subsídio, então, apesar de o aumento ser o mesmo, a representatividade dele vai ser bem menor”, confirma Carlos Dias Batista.

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para o reajuste, além do IPCA, é levado em conta também um fator de produtividade da indústria farmacêutica e a participação dos genéricos no mercado.

Quanto maior a participação de genéricos no mercado, maior é o fator usado no cálculo do reajuste.

As empresas que descumprirem estão sujeitas a sanções.

No entanto, elas podem adotar preços mais baixos que os estipulados pela câmara.

Fonte: Portal Infonet