Acidente deixa três mortos na BR 235
31/10/10 às 22:10 h


Um grave acidente envolvendo dois microônibus e um automóvel deixou três pessoas mortas no final da tarde de domingo, 31, na BR 235 no Município de Areia Branca, a 36 Km de Aracaju.

De acordo com informações passadas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), a colisão ocorreu quando o automóvel Fiat Palio, que vinha do Povoado Gudinha, em Areia Branca, fazia o trajeto com destino a Itabaiana, e realizou uma ultrapassagem indevida.

Na contramão o carro bateu de frente com um microônibus da Copertalse que tinha como destino a capital sergipana.

Com o impacto, o motor do automóvel se desprendeu e atingiu outro microônibus da mesma cooperativa que tinha como destino a cidade serrana.

 
 

Morreram no momento do acidente Jessiene Cruz da Silva, de 13 anos, uma mulher e uma criança cujos nomes ainda não se sabe.

O motorista do veículo, Jefferson Cruz da Silva, de 18 anos, irmão de Jessiene, ficou ferido e foi encaminhado, junto a outra vítima também não identificada, ao Hospital Regional de Itabaiana pelo Serviço Móvel de Atendimento de Urgência (Samu).

O agente Gonçalves, da PRF de Itabaiana, disse que ele apresentava sinais de embriaguez, mas ressaltou o exame do bafômetro não chegou a ser realizado.

A criança ainda chegou a receber atendimento, mas morreu ainda a caminho do hospital.

A mulher ainda sem identificação não era parente das vítimas.

Nenhum passageiro dos microônibus envolvidos no acidente ficou ferido.

 
 

O motorista Diocleciano Rodrigues, que dirigia o microônibus atingido pelo motor do carro, confirmou a manobra irregular realizada pelo automóvel.

“Ele fez uma ultrapassagem e rodou na pista. Bateu de frente e o motor voou se chocando no microônibus que eu dirigia”, disse.

Os pais de Jessiene e Jefferson chegaram ao local logo depois do ocorrido.

A mãe da adolescente, Marta Cruz dos Santos, ficou ao lado do corpo até entrar em estado de choque e ser atendida pela equipe do Samu.

O pai da menina, o pedreiro Givanilson da Silva, disse, no entanto, que o filho não bebe e que ele estava apenas indo abastecer o carro para voltar a Aracaju, onde trabalhava como mecânico.

 
 

“Só recebemos a notícia.

Nunca imaginei que meu filho pudesse sofrer um acidente como esse e que minha filha fosse morrer desse jeito.

É uma dor muito grande perder minha ‘menininha’ dessa maneira”, lamenta Givanilson, que era constantemente amparado por parentes também emocionados.

Matéria: Por Diógenes de Souza e Raquel Almeida

Fonte e Fotos: Portal  Infonet