As pessoas
com mais de 60 anos que trabalharam com carteira assinada antes da Constituição
de 1988 saberão a partir desta semana, quando poderão sacar as cotas dos fundos dos
programas de Integração Social (PIS) e de Formação do Patrimônio do Servidor
Público (Pasep).
O Ministério
do Planejamento informou que o cronograma de retiradas será divulgado na hoje,segunda-feira (8).
Em 26 de
dezembro, o presidente Michel Temer assinou a medida provisória (MP) que reduz
para 60 anos a idade mínima de saque das cotas do PIS/Pasep.
Em agosto, o
governo tinha editado outra MP liberando o saque para homens a partir de 65
anos e para mulheres a partir de 62 anos.
Além de
reduzir a idade para a retirada, a MP estabeleceu que dependentes ou herdeiros
dos cotistas terão os valores creditados automaticamente na conta, mesmo que
não sejam correntistas do Banco do Brasil ou da Caixa Econômica Federal (bancos
que administram os saques).
De acordo
com o Planejamento, o governo está cruzando dados dos bancos e do Instituto
Nacional do Seguro Social (INSS) para liberar os recursos para esse público nos
próximos meses.
Segundo o
ministério, a nova medida provisória injetará até R$ 7,8 bilhões na economia em
2018 e beneficiará cerca de 4,5 milhões de pessoas.
Se forem
acrescidos os beneficiários que têm direito às cotas do PIS/Pasep, mas ainda
não fizeram a retirada, a liberação de recursos na economia pode chegar a R$
21,4 bilhões este ano, beneficiando até 10,9 milhões de cotistas.
Tem direito
aos recursos do abono o trabalhador do setor público ou privado que tenha
contribuído para o PIS ou Pasep até 4 de outubro de 1988 e que não tenha feito
o resgate total do saldo do fundo.
A Caixa,
responsável pelo PIS, e o Banco do Brasil, administrador do Pasep, fazem esse
pagamento de acordo com um calendário anual.
A
Constituição de 1988 destinou a arrecadação do PIS/Pasep ao Fundo de Amparo ao
Trabalhador (FAT), mas o dinheiro arrecadado entre 1971 e 1988 continuou
depositado nas cotas dos fundos.
Até o ano
passado, apenas pessoas com 70 anos ou mais ou trabalhadores com problemas de
invalidez, doenças definidas em norma ou herdeiros de cotistas falecidos podiam
sacar os recursos.
Fonte: Agência Brasil