Para a campanha de
vacinação deste ano, o Ministério da Saúde decidiu ampliar o público-alvo de
seis vacinas.
A faixa etária de
quem vai receber as doses de tríplice viral, tetra viral, dTpa adulto, HPV,
meningocócica C e hepatite A será expandida.
A medida foi
possível devido à economia de R$ 66,5 milhões, obtida pelo Ministério da Saúde
a partir da negociação e redução de até 11% no valor da dose de três vacinas:
Hepatite A, HPV e dTpa.
Com isso, foi
possível ampliar a cobertura vacinal e a adquirir mais de 11,5 milhões de doses
da vacina de febre amarela.
A coordenadora do
Programa Nacional de imunização (PNI), Carla Domingues, alertou para a
necessidade da população ficar atenta às vacinas que estão disponíveis durante todo
o ano nos postos de saúde e da necessidade de manter a caderneta de vacinação
atualizada”, destacou Carla Domingues.
Hepatite A
A vacina hepatite A
passa a ser disponibilizada para crianças até 5 anos de idade.
Antes, a idade
máxima era até 2 anos.
Tetra viral
(sarampo, caxumba, rubéola e varicela)
Em 2017, para as
crianças, há ampliação da oferta da vacina tetra viral, passando a ser
administrada de 15 meses até quatro anos de idade.
Antes era
administrada na faixa etária de 15 meses a menor de dois anos de idade.
O Programa Nacional
de Imunizações (PNI) recomenda a vacinação das crianças com a tríplice viral
(sarampo, Caxumba e rubéola) aos 12 meses de idade (primeira dose) e aos 15
meses com a tetra viral (segunda dose com a varicela).
HPV
Também será
ofertada, a partir deste ano, a vacina HPV para meninos.
Desde 2014, a
vacina é oferecida para meninas de 9 a 13 anos.
Agora, o
público-alvo incluirá também meninas de 14 anos.
Ainda para neste
ano, além dos meninos, a vacina também será oferecida para homens vivendo com
HIV e Aids, entre 9 e 26 anos de idade, e para imunodeprimidos, como
transplantados e pacientes oncológicos.
Desde 2015, as
mulheres (9 e 26 anos) que vivem com HIV/Aids recebem a vacina.
Meningocócica C
O Ministério da
Saúde também passou a disponibilizar a vacina meningocócica C (conjugada) para
adolescentes de 12 a 13 anos.
A faixa-etária será
ampliada, gradativamente, até 2020, quando serão incluídos crianças e
adolescentes com 9 anos até 13 anos.
A meta é vacinar
80% do público-alvo, formado por 7,2 milhões de adolescentes.
Além de
proporcionar proteção aos adolescentes, a ampliação vai proteger indiretamente
as pessoas não vacinadas.
O esquema vacinal
para esse público será de um reforço ou uma dose única, conforme a situação
vacinal.
dTpa adulto
A vacina adsorvida
difteria, tétano e pertussis (acelular) do tipo adulto passa a ser recomendada
para as gestantes a partir da 20ª semana de gestação.
As mulheres que não
se vacinaram durante a gestação devem receber uma dose de dTpa no puerpério.
Com essa medida, o
Ministério da Saúde busca proteger os bebês contra a coqueluche com os
anticorpos transferidos da mãe para o feto.
Tríplice viral
(sarampo, caxumba e rubéola)
Outra alteração se
deu para a vacina tríplice viral, com a introdução da segunda dose para a
população de 20 a 29 anos de idade.
Anteriormente, a
segunda dose era administrada até os 19 anos de idade.
Com esta mudança, a
imunização vai atingir também adolescentes e adultos jovens entre os quais tem
aumentado os casos de caxumba nessa faixa etária.
A adoção do esquema
de duas doses para esse grupo contribuirá na redução de casos da doença.
Deste modo, duas
doses contra sarampo, caxumba e rubéola passam a ser disponibilizadas para pessoas
de 12 meses até 29 anos de idade.
Para os adultos de
30 a 49 anos permanece a indicação de apenas uma dose de tríplice viral.
Vacinas
Atualmente, são
ofertadas gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) 19 vacinas recomendadas
pela Organização Mundial da Saúde (OMS), beneficiando todas as faixas etárias.
Por ano, são
disponibilizados pela rede pública de saúde de todo o País cerca de 300 milhões
de doses de imunobiológicos para combater mais de 20 doenças.
Em 2016, o
investimento do Ministério da Saúde na oferta de vacinas foi de R$ 3,9 bilhões
um crescimento de 225% na comparação com o ano de 2010, quando foi investido R$
1,2 bilhão.
Para 2017 está
previsto um investimento de R$ 3,9 bilhões.
Fonte: Portal Brasil, com
informações do Ministério
da Saúde