Todos os trabalhadores poderão sacar todo o saldo de suas contas inativas do
FGTS, sem a necessidade de usar esse dinheiro para quitar dívidas bancárias,
visando a injeção de R$ 30 bilhões na economia.
Para não colocar em risco a sua reserva financeira para demissão e aposentadoria,
o trabalhador precisa ser orientado.
O objetivo é que os valores sejam usados para quitar dívidas, mas não haverá
vinculação, portanto é imprescindível discutir a importância de preservar as
garantias para o futuro.
Considerando que a grande maioria dos brasileiros não poupa dinheiro, o FGTS
força o trabalhador a ter uma reserva e estar minimamente precavido para
imprevistos.
A previsão do governo é que cerca de 10.210 pessoas possam fazer saques em
suas contas do FGTS inativas até 31 de dezembro de 2015.
Essa liberação pode comprometer ainda mais a situação dos brasileiros no
longo prazo, gerando maior endividamento e inadimplência, problemas seríssimos
em nosso país, agravados com o desemprego e a crítica situação econômica atual,
que precisam ser resolvidos com educação financeira na base.
Os brasileiros precisam aprender a lidar com o dinheiro de forma sustentável
desde a infância, para que consigam alcançar seus objetivos ao longo da vida
com segurança financeira.
O que vejo, entretanto, é que o investimento em educação vem sendo deixado
de lado, enquanto o FGTS vem sendo posto como a “salvação” dos brasileiros, já
que neste ano foi disponibilizado também para ser usado como garantia em
empréstimos consignados.
Ações como essas colocam a população em sério risco de perder uma importante
garantia financeira – que, para muitos, é a única.
Para quem está inadimplente, a principal orientação é: conheça
verdadeiramente a sua condição financeira e trace um planejamento para sair
dessa situação.
Não é com
pressa, trocando uma dívida por outra, que o problema irá se resolver, pelo
contrário.
A mudança precisa ser
comportamental, a fim de eliminar costumes e hábitos que levam ao consumismo
não planejado e descontrolado.
Fonte: bol.com.br