O
Ministério da Saúde vai distribuir testes rápidos de diagnóstico de zika na
rede pública do país.
Os kits
poderão identificar a infecção pelo vírus Zika em 20 minutos. Gestantes,
crianças de até um ano e pessoas com sintomas neurológicos que possam ser
Teste
rápido de zika foi desenvolvido pela Fundação Baiana de Pesquisa Científica e
Desenvolvimento Tecnológico, Fornecimento e Distribuição de Medicamentos
(Bahiafarma)Sayonara Moreno/Agência Brasil
O kit é
produzido pelo laboratório público Bahiafarma, ligado à Secretaria de Saúde da
Bahia.
Até o fim
do ano, dois milhões de kits devem ser distribuídos para a rede pública
de saúde em todo o país.
E mais
1,5 milhão serão entregues até fevereiro de 2017.
De acordo
com Ricardo Barros, a distribuição será de acordo com a incidência da doença no
país.
Atualmente,
o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza em larga escala o teste PCR, que
só detecta o vírus Zika no período agudo da doença.
No
entanto, a detecção de uma infecção pregressa é importante para identificar se
determinados sintomas atuais do paciente
estão ligados ao vírus.
Microcefalia
De acordo
com o ministro da Saúde, o número de novos casos de microcefalia diminuiu 85%
em outubro na comparação com o mesmo mês de 2015.
No
acumulado dos últimos 12 meses, foram registrados 2.063 casos confirmados da
malformação possivelmente relacionados à infecção congênita, como ocorre com o
vírus Zika.
Registro
Transmitido
pelo mosquito Aedes aegypti, o vírus Zika começou a circular no Brasil em 2014,
mas só teve os primeiros registros feitos pelo Ministério da Saúde em maio de
2015.
O que se
sabia sobre a doença, até o segundo semestre de 2015, era que sua evolução é
benigna e que os sintomas são mais leves do que os da dengue e da febre
chikungunya, transmitidas pelo mesmo mosquito.
No
entanto, no fim de novembro do ano passado, o Ministério da Saúde confirmou que
a infecção de gestantes pelo vírus pode levar à gestação de crianças com
microcefalia, uma malformação irreversível do cérebro que pode vir associada a
danos mentais, visuais e auditivos.
Desde
então, outras complicações ligadas ao vírus Zika em recém-nascidos foram
notificadas, como surdez, problemas na visão, no coração.
Como os
pesquisadores viram que a microcefalia, ou seja, o perímetro encefálico menor
que o considerado normal, não era a única consequência da infecção pelo vírus
na gravidez, o quadro passou a ser chamado de Síndrome Congênita do Zika.
Fonte:
Agência Brasil