Ministério da Saúde vai distribuir 3,5 milhões de testes rápidos de zika.
26/10/16 às 09:09 h


O Ministério da Saúde vai distribuir testes rápidos de diagnóstico de zika na rede pública do país.

Os kits poderão identificar a infecção pelo vírus Zika em 20 minutos. Gestantes, crianças de até um ano e pessoas com sintomas neurológicos que possam ser

Teste rápido de zika foi desenvolvido pela Fundação Baiana de Pesquisa Científica e Desenvolvimento Tecnológico, Fornecimento e Distribuição de Medicamentos (Bahiafarma)Sayonara Moreno/Agência Brasil 

O kit é produzido pelo laboratório público Bahiafarma, ligado à Secretaria de Saúde da Bahia.

Até o fim do ano, dois milhões de kits devem ser distribuídos para a rede pública de saúde em todo o país.

E mais 1,5 milhão serão entregues até fevereiro de 2017.

De acordo com Ricardo Barros, a distribuição será de acordo com a incidência da doença no país.

Atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza em larga escala o teste PCR, que só detecta o vírus Zika no período agudo da doença.

No entanto, a detecção de uma infecção pregressa é importante para identificar se determinados  sintomas atuais do paciente estão ligados ao vírus.

Microcefalia

De acordo com o ministro da Saúde, o número de novos casos de microcefalia diminuiu 85% em outubro na comparação com o mesmo mês de 2015.

No acumulado dos últimos 12 meses, foram registrados 2.063 casos confirmados da malformação possivelmente relacionados à infecção congênita, como ocorre com o vírus Zika.

Registro

Transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, o vírus Zika começou a circular no Brasil em 2014, mas só teve os primeiros registros feitos pelo Ministério da Saúde em maio de 2015.

O que se sabia sobre a doença, até o segundo semestre de 2015, era que sua evolução é benigna e que os sintomas são mais leves do que os da dengue e da febre chikungunya, transmitidas pelo mesmo mosquito.

No entanto, no fim de novembro do ano passado, o Ministério da Saúde confirmou que a infecção de gestantes pelo vírus pode levar à gestação de crianças com microcefalia, uma malformação irreversível do cérebro que pode vir associada a danos mentais, visuais e auditivos.

Desde então, outras complicações ligadas ao vírus Zika em recém-nascidos foram notificadas, como surdez, problemas na visão, no coração.

Como os pesquisadores viram que a microcefalia, ou seja, o perímetro encefálico menor que o considerado normal, não era a única consequência da infecção pelo vírus na gravidez, o quadro passou a ser chamado de Síndrome Congênita do Zika.

Fonte: Agência Brasil