Os
critérios a que um medicamento deve atender para ser classificado como isento
de prescrição médica e possa ser vendido diretamente ao consumir, sem receita,
foram publicados na edição do dia (3) do Diário Oficial da União.
A
Resolução da Diretoria Colegiada 98/2016, da Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa), traz novas regras e fixa sete critérios para que o
medicamento seja registrado como isento de prescrição.
Os
critérios dizem respeito ao tempo mínimo de comercialização; perfil de
segurança; indicação para tratamento de doenças não graves; indicação de uso
por curto período; ser manejável pelo paciente; baixo potencial de risco em situações
de mau uso ou abuso; e não apresentar potencial de dependência.
A
proposta de texto para a resolução passou por consulta pública no ano passado e
cidadãos, representantes da sociedade civil e do setor regulador, puderam
enviar contribuições.
O texto
publicado no Diário Oficial da União
foi aprovado pela Anvisa em julho e substitui a resolução anterior (138/2003)
que não previa a possibilidade de atualização da lista de medicamento isento de
prescrição.
De acordo
com a Anvisa, isso impossibilitou que medicamentos que têm perfil de segurança
e uso compatíveis com a venda sem prescrição fossem incorporados à categoria de
venda.
A
resolução traz ainda as orientações para que as farmacêuticas possam solicitar
o enquadramento e reenquadramento de medicamentos na lista dos isentos de
prescrição.
Fonte:
Agência Brasil