Os médicos
peritos do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) regularizarão as
atividades na próxima segunda-feira, 25.
A informação vem do sindicalista
Rômulo Nascimento, delegado da Associação Nacional dos Médicos Peritos da
Previdência (ANMP).
De acordo
com o dirigente da ANMP, o Governo Federal ainda não fechou entendimentos com a
categoria, mas os peritos entendem como necessário o retorno às atividades para
não causar maiores prejuízos do que aqueles já registrados junto à população
que necessita das perícias médicas para ter acesso os benefícios sociais do
governo.
A categoria em Sergipe segue a orientação nacional.
De acordo
com o delegado da ANMP, os mais penalizados são aqueles trabalhadores que
necessitam da perícia inicial para receber os benefícios da seguridade social,
nos casos nos quais os trabalhadores são afastados da atividade profissional
por questões de saúde.
O dirigente revela que durante a greve, o INSS atuou com
um efetivo mínimo neste ramo de atividade, mas o número de médicos disponíveis
não foi suficiente para atender a demanda.
“Mantivemos um efetivo mínimo, mas
se acumulou muita gente sem fazer perícia inicial e está sem receber salários”,
considerou Nascimento.
“E esta é uma atividade principal porque implica subsistência”,
reconhece.
De acordo
com o representante dos peritos, a pauta de reivindicações está vinculada à
carreira. “
É o salvamento da carreira, que está sendo sucateada porque o
governo não repõe o quadro”, comenta.
Ele explica que se traduz na sobrevivência
da própria perícia médica, que vem sendo terceirizada pelo Ministério da
Previdência Social.
“O colapso na Previdência está prestes a acontecer com ou
sem greve”, alerta.
As perícias iniciais serão asseguradas e as demais serão
reagendadas, segundo Nascimento.
O diretor
executivo do INSS em Sergipe, Roberto Melo, informou que apenas ficou informado
sobre o fim da greve por meio da imprensa e não falou sobre a greve,
assegurando que o tema é tratado diretamente pelo governo federal.
Fonte: do Portal Infonet
/ Por Cássia Santana