Um novo exame para avaliar o grau de
comprometimento do fígado dos pacientes com hepatite C está sendo incorporado
ao Sistema Único de Saúde (SUS).
A Elastografia Hepática Ultrassônica integra o
novo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Hepatite C, publicado neste
ano.
A portaria nº 47, que estabelece sua incorporação na rede pública de
saúde, foi publicada no Diário Oficial da União.
O exame irá facilitar o diagnóstico aos
pacientes que irão utilizar os novos medicamentos para o tratamento da hepatite
C (sofosbuvir daclatasvir e simeprevir), incorporados recentemente ao SUS.
A
Elastografia Hepática Ultrassônica é segura, eficaz e efetiva para diagnóstico
e definição do estágio da fibrose hepática quando comparada à biópsia hepática
– atual padrão de diagnóstico - pois possui níveis de sensibilidade e
especificidade significativas, com a vantagem de ser um exame indolor e não
invasivo.
A incorporação da Elastografia Hepática
Ultrassônica foi recomendada pela Comissão de Comissão Nacional de Incorporação
de Tecnologias (Conitec) conforme Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas
da Hepatite C crônica estabelecidos pelo Ministério da Saúde.
A previsão é que
o novo exame esteja disponível para os usuários do SUS em até 180 dias.
Os softwares,
que serão instalados nos equipamentos de ultrassonografia já existentes na rede
do SUS, serão adquiridos pelo Ministério da Saúde.
Hepatite C – O SUS garante o acesso aos
medicamentos de combate à doença para todos os pacientes diagnosticados e com
indicação de tratamento medicamentoso.
Vale ressaltar que nem todas as pessoas
que contraíram o vírus precisam ser medicadas, sendo uma recomendação
estabelecida por protocolo e avaliação médica.
Em junho, o Ministério da Saúde
anunciou que o SUS passará a ofertar, ainda este ano, um dos tratamentos mais
inovadores disponíveis no mundo, composto pelos medicamentos daclatasvir,
sofosbuvir e simeprevir.
A nova terapia apresenta taxa de cura
de 90%, significativamente maior que todos os tratamentos utilizados até o
momento, e duração de 12 semanas, contra as 48 semanas de duração da terapia
anterior.
Outra vantagem é que todo o tratamento é oral, proporcionando
conforto ao paciente e maior adesão.
Em 13 anos de assistência à doença no
SUS, foram notificados e confirmados 120 mil casos, e realizados mais de 100
mil tratamentos.
Atualmente são 10 mil casos notificados ao ano.
Estima-se que
a tipo C seja a responsável por 350 e 700 mil mortes por ano no mundo.
No
Brasil, são registrados cerca de três mil mortes por ano associadas à hepatite
C.
Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o Brasil registra 8.040 novos
casos de câncer de fígado ao ano.
A doença é responsável de 31% a 50% dos
transplantes em adultos.
Desde 2011, o país também distribui
testes rápidos para a hepatite C.
Naquele ano, foram distribuídos 15 mil
testes, já em 2014 o número saltou para 1,4 milhão de testes.
Sem diagnóstico até 1993, a hepatite C
é uma doença de poucos sintomas.
Como os exames disponíveis no SUS o
diagnóstico poderá ser feito facilmente.
Além das transfusões de sangue, outras
formas de transmissão são o compartilhamento de objetos perfuro-cortantes de
uso pessoal e de seringas e agulhas para o uso de drogas.
Fonte: Agência Saúde