O Plenário da Câmara dos Deputados
retoma nesta quarta-feira (22) a votação do projeto de lei que regulamenta a
terceirização (PL 4330/04).
Os deputados já aprovaram o texto-base da proposta,
mas precisam concluir a análise dos destaques e das emendas apresentados ao texto.
As duas últimas sessões em que a matéria foi debatida foram marcadas
pela apresentação de várias emendas propondo mudanças mais profundas no texto
do relator, deputado Arthur Oliveira Maia (SD-BA). Protestos conduzidos pelas
centrais sindicais também ocorreram em várias capitais do País contra certos
pontos do projeto, como a permissão de terceirização das atividades-fim de uma
empresa. Os sindicatos temem a precarização da relação trabalhista.
Outro ponto tratado por emendas é a responsabilidade da empresa contratante em
relação aos direitos trabalhistas.
Há emendas que tornam essa responsabilidade
solidária em todos os casos.
Nesse tipo de responsabilidade, o trabalhador
poderá processar a contratante e a contratada ao mesmo tempo, no caso de esta
não honrar as obrigações trabalhistas e previdenciárias.
Mudanças
O terceiro ponto mais polêmico é a sindicalização dos contratados pela empresa
de terceirização.
O projeto não garante a filiação dos terceirizados ao
sindicato dos empregados da empresa.
A exceção já prevista no texto-base é para
quando o contrato de terceirização for entre empresas da mesma categoria
econômica.
Bens apreendidos
Depois da proposta sobre terceirização,
o Plenário poderá votar ainda outros projetos, como os de segurança pública.
Um
deles (PL 2505/00), do deputado Lincoln Portela (PR-MG), prevê o uso pela
Polícia Federal, no combate ao crime, de material apreendido como contrabando
ou descaminho.
O substitutivo da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ),
elaborado pelo deputado Felipe Maia (DEM-RN), determina a alocação desses bens
no Fundo Nacional de Segurança Pública depois do perdimento decretado pela
Justiça Federal ou por órgão fazendário.
Pichação e vandalismo
Também está na pauta o PL 3187/97, do Senado, que trata do crime de danos
contra a propriedade, como prática de pichação ou vandalismo.
O substitutivo da
CCJ aumenta a pena desse crime na forma qualificada de seis meses a três anos
de detenção para 1 a 3 anos.
A pena é aumentada ainda para danos em bem tombado
ou especialmente protegido.
Poços contra a seca
Outro item que pode ser votado é o Projeto de Lei 730/15, do deputado Domingos
Neto (Pros-CE), que disciplina a celebração de consórcios e cooperação entre
União, estados e municípios para a compra e uso de máquinas perfuratrizes de
poços artesianos a serem utilizados na política pública de combate à seca do
semiárido brasileiro.
Aposentadoria Compulsória
O Plenário pode votar ainda, em segundo turno, a Proposta de Emenda à
Constituição 457/05, do Senado, que estende de 70 para 75 anos a aposentadoria
compulsória de ministros de tribunais superiores, do Supremo Tribunal Federal
(STF) e do Tribunal de Contas da União (TCU).
Para ser aprovada, ela precisa de
um mínimo de 308 votos.
Fonte: Agência Câmara Notícias