A Anvisa, Agência Nacional de
Vigilância Sanitária aprovou, nesta semana, o registro de um novo medicamento
para o tratamento da hepatite C crônica, o simeprevir.
Ele se junta ao daclatasvir,
aprovado em janeiro deste ano, e ao sofosbuvir, ainda em análise.
Esses
medicamentos vão compor o mais novo e eficiente tratamento contra a hepatite C,
disponível no mundo.
A expectativa é que o tratamento com
esses medicamentos seja incorporado ao SUS ainda este ano.
De acordo com o
coordenador de Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Marcelo Naveira, os
novos remédios vão facilitar a realização do tratamento:
"Atualmente, o tratamento da
hepetite C é realizado num período entre 48 a 52 semanas, necessita de pelo
menos 10 comprimidos de um ou dois medicamentos determinados diariamente mais
uma injeção semanal, tem muitos efeitos adversos, muitas pessoas desistem do
tratamento da hepetite C. com os novos medicamentos, existe a possibilidade de
tratar os pacientes em 12 semanas, a presença de eventos adversos é quase
mínima, a gente passaria para dois comprimidos diários em 12 semanas",
explica o coordenador de Hepatites Virais do Ministério da Saúde - Marcelo
Naveira.
O coordenador de Hepatites Virais do
Ministério da Saúde explica que o novo tratamento para combater a hepatite C
vai permitir tanto aumentar o índice de cura dos pacientes quanto ampliar o
número de beneficiários. "O tratamento atual apresenta em torno de 40 a
60% de cura e os novos medicamentos apresentam em torno de 90%, até mesmo 100%.
Com os novos medicamentos, as interações medicamentosas são menores e a
comodidade posológica facilitaria e muito o tratamento daqueles pacientes que
já fazem o uso de outra medicação pra tratar uma doença crônica, por exemplo, o
HIV.
Com o novo tratamento, a gente também espera que, com o mesmo valor
dispensado para um tratamento atualmente, a gente possa ampliar pra duas a três
pessoas sendo tratadas."
A expectativa do Ministério da Saúde é
que o novo tratamento para hepatite C beneficie 60 mil pacientes do SUS nos
próximos dois anos.
Fonte: Agência Saúde