A Câmara dos Deputados concluiu
ontem,11, a votação do projeto de lei (PL 4.246/12) que disciplina a jornada de
trabalho e o tempo máximo de direção do motorista profissional, a chamada Lei
dos Caminhoneiros.
Pela proposta, a jornada diária de
trabalho foi fixada em oito horas, com possibilidade de duas horas extras.
O
texto diz ainda que, se for acordado em convenção ou acordo coletivo, a jornada
poderá ser estendida por mais duas horas.
A legislação aplica-se também aos
motoristas que trabalham com transporte rodoviário de passageiros.
O projeto aumenta o tempo máximo que um
caminhoneiro pode passar ao volante, que passa de quatro para cinco horas e
meia, contínuas, mas enfatiza que ele tem de descansar 30 minutos a cada seis
horas de trabalho.
O texto estabelece ainda que, a cada período de 24 horas,
deve ser reservado tempo mínimo de 11 horas de descanso.
Em situações
excepcionais, o tempo de direção poderá ser elevado pelo período necessário
para que o condutor, o veículo e a carga cheguem a um lugar que ofereça
segurança.
A penalidade para o motorista que
descumprir os períodos de repouso passa de grave para média, embora permaneça a
retenção do veículo para cumprimento do tempo de descanso.
Entretanto, a penalidade
será registrada como grave se o motorista cometeu outra infração igual nos
últimos 12 meses.
Nas viagens de longa distância, com
duração maior que sete dias, a proposta concede repouso semanal de 35 horas,
contra as 36 horas atuais, permitindo seu fracionamento em dois e o acúmulo de
até três períodos de repouso seguidos, que poderão ser usufruídos no retorno da
viagem.
O projeto torna obrigatória a
realização de exame toxicológico específico para substâncias psicoativas que
causem dependência ou, comprovadamente, comprometam a capacidade de direção.
Os
motoristas terão até 90 dias para fazer o teste.
Os deputados analisaram os destaques ao
projeto, que teve origem na Câmara, foi alterado na votação do Senado e em
julho do ano passado teve o texto-base novamente aprovado pelos deputados, e
agora vai para sanção presidencial.
Fonte: Agência Brasil