A farinha de
mandioca está mais barata em Sergipe.
A isenção do Imposto Sobre Circulação de
Mercadorias (ICMS) foi assinada em 27 de agosto, conforme decreto 29.340, e já
está beneficiando os produtores rurais.
Na sexta-feira, 20, o governador em
exercício, Jackson Barreto, lançou simbolicamente o Decreto de Isenção de ICMS
da farinha de mandioca produzida no estado e comercializada no mercado interno.
A solenidade ocorreu no Centro Comunitário do Povoado Gameleira, em Campo do
Brito.
A isenção do
ICMS atende o pleito dos produtores da região e é mais um incentivo do
Governo do Estado à agricultura familiar e, em particular, à cadeia produtiva
da farinha de mandioca, a qual inclui casas de farinha e pequenas fabriquetas.
Sem a cobrança do imposto, a farinha sergipana ganha competitividade frente ao
produto produzido em outros estados, que já beneficiavam a farinha com a
isenção, como São Paulo, Bahia e Alagoas.
Produção
Item
obrigatório na cesta básica, a mandioca é destaque na produção agrícola
sergipana.
Em 2011, o estado produziu 484 mil toneladas do produto. Lagarto e
Campo do Brito são os municípios que se destacam no cultivo da raiz.
Somente em
Campo do Brito são produzidos 229 toneladas de farinha de mandioca por
mês.
A farinha é vendida para a merenda escolar, nas feiras livres de Japoatã,
Muribeca, Itabaiana, Aracaju, Propriá e Pacatuba, além de supermercados.
Desenvolvimento
Agrário
O
desenvolvimento rural de Sergipe é um dos pilares da política de interiorização
do crescimento do Governo do Estado, já que a atividade agrícola responde por
84% da ocupação das pessoas que vivem no campo.
Os investimentos da
gestão estadual na agricultura familiar, no beneficiamento de sementes e na
capacitação e na assistência técnica do produtor aumentou em 50% a safra de
arroz em 2010, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE).
Em 2012,
foram revertidos mais de R$ 4 milhões no aumento da participação dos
agricultores familiares nos programas de Aquisição de Alimentos (PNAE) e de
Alimentação Escolar.
Atualmente, 62 municípios, dos 75 que compõem o estado
integram o PNAE, o que representa 1.877 pequenos produtores.
Nos últimos
dez anos, Sergipe tem se destacado na agropecuária, alcançando índices elevados
de produção e de desenvolvimento socioeconômico no interior.
A expansão do
setor é ratificada pelo Índice de Desenvolvimento Rural (IDR), publicado no dia
15 de julho, pelo jornal Valor Econômico, um dos principais periódicos sobre
economia do País.
Na pesquisa, Sergipe apresenta o segundo melhor IDR do
Nordeste, ficando atrás do Rio Grande do Norte.
Rizicultura
A
rizicultura vem se firmando na cadeia produtiva agrícola de Sergipe e movimenta
a economia da região do Baixo São Francisco.
Os perímetros irrigados dessa
localidade produzem anualmente entre 40 e 60 mil toneladas de arroz.
O programa
de Distribuição de sementes, implantado na primeira gestão do governador Marcelo
Déda, contribui diretamente para a expansão da produção e é voltado para o
fortalecimento da agricultura familiar.
Em 2010, a Secretaria de Estado de
Agricultura (Seagri) distribuiu 210 toneladas de sementes de arroz.
Já em 2011
e 2012, a quantidade subiu para 300. Este ano, o Governo já entregou 400
toneladas de sementes de arroz de alta qualidade aos produtores do Baixo São
Francisco.
A expectativa é que a produção de 2013 alcance a marca de 60
mil toneladas.
Milho
Outra
cultura de destaque na agricultura sergipana é o milho. Impulsionada pelo
aumento da demanda, que tem garantido bons preços de venda ao produtor, esta
lavoura tem contribuído para implantar uma nova dinâmica econômica em alguns
municípios do estado.
Através de programas como de distribuição de sementes
transgênicas e cessão de maquinário para apoio ao produtor, Sergipe começa a
ocupar posição de destaque na produção nacional, alcançando a marca de 750,7
mil toneladas em 2010, o melhor ano da lavoura.
A safra de 2011 sofreu com a
escassez de chuvas e somou 480,4 mil toneladas.
Fonte: ASN