Rita Lee é condenada a pagar mais indenização a PMs.
09/09/13 às 20:08 h


A cantora e compositora Rita Lee foi condenada mais uma vez a pagar indenização a policiais militares sergipanos, que ingressaram com ação judicial por se sentirem ofendidos pela cantora durante show na Atalaia Nova, no município da Barra dos Coqueiros, realizado no dia 29 de janeiro do ano passado.

Nesta nova ação, a cantora foi condenada a pagar indenização no valor de R$ 20 mil em favor de quatro policiais militares, que moveram a ação judicial julgada na sexta-feira da semana passada, 6, pelo juiz Aldo de Albuquerque Mello, da 7ª Vara Cível.

A decisão é passível de recurso.

 

Foram beneficiados com esta nova decisão os policiais militares Adriano Dias Ferraz Nogueira, Jumar Borges dos Santos, Edirani de Oliveira Santos e Givaldo Santos.

Outros três policiais também assinam a mesma ação, mas foram excluídos sem julgamento de mérito.

Pela decisão, estes três PMs deverão arcar com o ônus de 40% das custas processuais.

O valor restante das custas processuais [60%], conforme a decisão, deverá ser pago pela cantora Rita Lee.

Os policiais excluídos são Severo de Jesus Santos, Paulo Sérgio Santos e Bruno Campos Fernandes de Souza.

O juiz Aldo Albuquerque justifica a exclusão afirmando, na decisão, que os três PMs não se manifestaram quando intimados para a produção de provas.

Nos autos, à época, os três policiais em questão afirmaram que não tinham as provas além das manifestadas nos autos.

Além disso, pesa contra Bruno Campos a acusação de que ele não estaria em serviço na Barra dos Coqueiros no dia do show.

Conforme os autos, o PM em questão estaria em serviço, naquela noite, no Posto de Atendimento ao Cidadão, no Conjunto Augusto Franco, em Aracaju.

O Portal Infonet tentou ouvir os policiais excluídos do processo e também a cantora e compositora Rita Lee sobre esta nova decisão judicial, mas não obteve êxito.

O Portal Infonet permanece à disposição do grupo.

Informações podem ser encaminhadas por e-mail jornalismo@infonet.com.br ou por telefone (79) 2106 8000.

O advogado Márlio Damasceno, da Associação dos Policiais Militares de Sergipe (Amese), informou que a entidade não pode se manifestar sobre a exclusão dos três policiais da ação judicial porque eles não são associados.

“Quando ingressamos com a ação, tivemos o cuidado de incluir a relação de todos os policiais que estavam escalados para a segurança daquele show, se tem algum policial tentando pegar carona, nós não podemos nos responsabilizar por isso”, observa o advogado.

 

Fonte: do Portal Infonet - Cássia Santana