Nove
municípios sergipanos deverão receber a partir do dia 2 de setembro, os
primeiros 19 profissionais oriundos do Programa Mais Médicos.
No primeiro ciclo
do projeto, apenas médicos brasileiros chegarão a Sergipe, sendo que dois
possuem formação estrangeira.
A partir do segundo ciclo, previsto para 16 de
setembro, o Estado poderá contar com a presença de médicos vindos de Cuba.
A Secretaria
de Estado da Saúde (SES) confirma Aracaju, Lagarto, Nossa Senhora do Socorro,
São Miguel do Aleixo, São Cristóvão, Santo Amaro das Brotas, Santa Luzia do
Itanhy, Pirambu e Aquidabã como os primeiros contemplados pelo Mais Médicos em
Sergipe.
Destes, Aracaju receberá oito profissionais e São Cristóvão, dois.
Ambos os municípios serão também o destino dos médicos graduados em outros
países.
Outras 22 cidades sergipanas estão listadas entre as áreas prioritárias
do programa no Estado, devendo ser contempladas em novos ciclos.
Até o dia 16
de setembro, os profissionais de outras nacionalidades chegados ao Brasil
passam por formação do Ministério da Saúde, com foco no Sistema Único de Saúde
(SUS) e na língua portuguesa.
Ao fim da formação, os médicos deverão ser
distribuídos e encaminhados aos seus destinos, compondo o segundo ciclo do
projeto.
Em Sergipe, a pretensão é de que a SES e o Conselho de Secretários
Municipais de Saúde (Consems/SE) realize uma capacitação para apresentar a
realidade do SUS no Estado.
Números
De acordo
com o diretor de Assistência à Saúde da SES, João Lima Júnior, a relação entre
o número de médicos por mil habitantes em Sergipe é de 1,3.
Esta taxa é
inferior à média nacional, que chega a 1,8.
Tanto o índice brasileiro quando o
sergipano não condizem com o padrão estimado pela Organização Mundial da Saúde
(OMS): 2,5 médicos por mil habitantes.
A situação se agrava quando comparada
com os indicadores de outros países: na Argentina, o número é de 2,5; enquanto
em Portugal e na Espanha, a relação chega a 4 por mil.
Revalida
O Exame
Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos, conhecido como Revalida, é um dos
pontos mais polêmicos no debate sobre a entrada de médicos estrangeiros no
país.
Sobre o assunto, João Lima salienta que a política de gestão do Programa
Mais Médicos não enquadra o exame por tratar-se de uma medida provisória.
Ainda segundo
o diretor, números do Ministério da Saúde dão conta de que 84% dos médicos
cubanos que irão atuar no Brasil possuem 15 ou mais anos de serviço na atenção
básica.
Além de Cuba, Portugal, Espanha, Inglaterra e Argentina enviaram
representantes para o programa brasileiro.
Pilares
O diretor de
Assistência à Saúde informa que o programa Mais Médicos é firmado em quatro
eixos.
Além do aumento do número de profissionais, o melhoramento de
infraestrutura e a ampliação das vagas de graduação e residência médica são
outras metas do projeto.
“A estimativa é de que 4 mil vagas de residência e
graduação sejam abertas apenas no Nordeste”, destaca.
A respeito
da infraestrutura, o diretor salienta que desde 2007 um investimento de R$ 72
milhões vem sendo feito pelo Governo do Estado para a abertura de novas
unidades de saúde.
Até o momento, 76 clínicas foram inauguradas.
O Governo
Federal adiciona R$ 40 milhões a esta soma através da primeira etapa do projeto
Requalifica para Unidades Básicas de Saúde [UBS].
A verba destina-se à
ampliação, reforma e construção de clínicas em 43 municípios sergipanos.
Fonte: do Portal Infonet - Nayara Arêdes e Raquel Almeida