Um boato de suspensão do Bolsa Família, benefício distribuído pelo
Governo Federal destinado a famílias de baixa renda, levou milhares de pessoas
do município de Campos, no Rio de Janeiro, as agências da Caixa Econômica
Federal, no domingo (19).
A ministra do Desenvolvimento Social
e Combate à Fome, Tereza Campello, fez um apelo para que a
população siga o calendário do governo para saque do benefício do Programa
Bolsa Família e não procure as agências da Caixa Econômica Federal e dos
Correios antes da data.
Segundo o governo, por meio da Caixa e da Presidência,
houve tumulto em ao menos 12 Estados, a maioria (nove), no Nordeste.
Para a ministra, o boato de que o
programa seria suspenso não prejudica o governo, mas a população.
"Não
consigo entender o que alguém ganharia [com o boato].
O governo não vai ser
prejudicado, pois o Bolsa Família já está consolidado.
Esperamos que seja um
mal entendido", disse.
A ministra declarou desconhecer
relatos de usuários nas redes sociais que dizem ter conseguido sacar o
benefício antes da data e que demonstraram temor de que isso sinalizasse
uma interrupção futura do programa.
O ministro da Justiça, José Eduardo
Cardozo, determinou que a Polícia Federal abra inquérito para apurar a origem
do boato sobre a suspensão do Bolsa Família.
Segundo a ministra, a presidenta
Dilma Rousseff está monitorando o assunto e sua principal preocupação é que as
famílias sejam tranquilizadas quanto à continuidade do pagamento do benefício.
O Bolsa Família completará 10 anos em
outubro deste ano e, atualmente, atende a 13,8 milhões de famílias e a 50
milhões de pessoas.
De acordo com Tereza Campello, no início da gestão de Dilma
Rousseff o orçamento do programa era R$ 14 bilhões e saltou para os R$ 24
bilhões previstos para 2013.
"É um programa que nunca foi
contingenciado", declarou.
Um levantamento da Caixa Econômica
Federal mostra que na região Nordeste houve tumulto para tentativa de saque em
nove agências de Alagoas, 15 da Bahia, 14 de Pernambuco,
18 da Paraíba, 34 do Ceará, 8 do Piauí e 13 do Maranhão.
Segundo o banco, foi registrada
confusão ainda no Rio Grande do Norte e em Sergipe.
Até o
momento, não foi divulgado o balanço em outras regiões.
Mais cedo, a
Presidência da República havia relatado também corrida de beneficiários a
agências da Pará, do Amazonas e do Rio de Janeiro.
Fonte: bol.com.br