Dnit passa a informar andamento de obras na internet.
12/11/12 ŕs 15:03 h


O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) disponibilizou dia (12) informações sobre o andamento das 107 principais obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) sob responsabilidade da autarquia.

A divulgação dos relatórios marca o lançamento do BEM - Boletim Eletrônico de Medição, onde podem ser consultados o andamento, o custo e o prazo de execução de cada uma das obras.

Até o primeiro semestre de 2013, a expectativa é que todas as 400 obras em curso, incluídas ou não no PAC, estejam disponíveis no site.

Os reparos e manutenções realizados pelo Dnit devem ser acrescentados no próximo ano.

“Quando não há transparência, abre-se espaço para boatos.

O objetivo do BEM é levar, sem intermediários, a informação ao cidadão.

Isso cria uma relação de confiança com ele, além de aumentar a autoestima do Dnit”, afirma o diretor-geral da autarquia, o general Jorge Fraxe.

Antes de ser divulgado, o boletim passa por quatro etapas.

Primeiro a elaboração, feita por empresa supervisora, contratada pelo Dnit.

Há o registro dos serviços executados e aprovação do fiscal da unidade em questão.

Em seguida, o boletim é avaliado por um superintendente da autarquia, que verifica a conformidade documental e de medição.

Quando aprovada, a medição é publicada no site.

Desde a finalização do boletim até a publicação, o prazo é cerca de oito dias.

“O que antes precisava de 30 a 35 assinaturas foi reduzido para quatro etapas”, informa o general Fraxe.

O boletim é feito mensalmente para cada obra e pode ser acessado para cada trecho executado. Para facilitar a compreensão, foi elaborado um glossário com as siglas utilizadas nos documentos.

É possível verificar em cada boletim o que foi feito desde o início da obra, no mês e quanto foi gasto em cada serviço realizado.

O BEM foi lançado com o objetivo de conferir maior credibilidade ao trabalho do Dnit.

No ano passado, as demissões de diretores da autarquia e as denúncias de corrupção que levaram a troca do ministro dos Transportes.

E fizeram com que o departamento chegasse a reduzir o ritmo das liberações de verba para as obras.

Até setembro de 2011, foram encontradas 66 irregularidades em 17 processos auditados pela Controladoria-Geral da União (CGU).

Os processos somavam R$ 5,1 bilhões, com prejuízo potencial de R$ 682 milhões.

Fonte: Agência Brasil