Após uma tentativa frustrada de conciliação, quarta-feira (19), o TST (Tribunal Superior do Trabalho) deferiu parcialmente um pedido de liminar dos Correios e determinou que ao menos 40% dos trabalhadores da estatal trabalhem durante a greve.
Os trabalhadores dos Correios de 18 Estados, quatro regiões e do Distrito Federal decidiram aderir à greve na quarta, sendo que Minas Gerais e Pará já haviam iniciado a paralisação no dia 10 deste mês.
Caso descumpra a orientação, a Fentact (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares) receberá multa diária de R$ 50 mil.
Na audiência, a ministra Cristina Peduzzi tentou chegar a uma proposta intermediária entre o reajuste salarial de 43,7% pedido pelos trabalhadores e os 5,2% oferecidos pela empresa.
A alternativa sugerida foi um reajuste salarial de 5,2% (inflação entre julho de 2011 e 2012 medida pelo IPCA , o Índice de Preços ao Consumidor Amplo), reajuste nos vales alimentação de 8,84%, aumento dos demais benefícios de 5,2%, aumento linear de R$ 80 e compensação dos dias de paralisação.
Os Correios rejeitaram a proposta, alegando que o aumento linear representaria R$ 40,5 milhões por ano e comprometeria o caixa da empresa.
Os trabalhadores, representados pela Fentect, disseram que vão insistir na negociação.
Diante da rejeição da proposta, a ministra Kátia Arruda foi desginada relatora do caso e foi determinado o julgamento do processo.
Fonte: folha.com