Os trabalhadores dos Correios de 17 Estados, quatro regiões e do Distrito Federal decidiram acompanhar os colegas de Minas Gerais e do Pará e iniciam greve a partir desta quarta-feira (19).
Os trabalhadores dos Correios de 17 Estados decidiram acompanhar os colegas de Minas Gerais e do Pará e entrar em greve a partir de quarta-feira (19), em assembleias realizadas nesta terça.
Votaram pela greve os trabalhadores de 17 Estados; Alagoas, Amazonas, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Paraná, Parabíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Roraima, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins,do Distrito Federal, e de quatro regiões do Estado de São Paulo (Bauru, Campinas, São José do Rio Preto e Vale do Paraíba).
Nos próximos dias, novas assembléias acontecerão nos Estados da Bahia, Espirito Santo, Rio Grande do Sul, Acre, Mato Grosso do Sul, Roraima e em quatro regionais (Juiz de Fora, Ribeirão Preto, Santa Maria e Santos).
Cerca de 17 mil já pararam suas atividades em Minas Gerais e no Pará desde a segunda passada (10), segundo o sindicato da categoria, o Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares).
REIVINDICAÇÕES
A categoria pede reajuste de 43,7% --soma das perdas salarias desde o Plano Real e da inflação do período mais aumento real-- e aumento linear de R$ 200, ticket alimentação de R$ 35 por dia, a contratação imediata de 30 mil trabalhadores e o fim das terceirizações, além de garantias de melhores condições de trabalho.
As negociações começaram há mais de um mês, e, inicialmente, os Correios ofereceram 3% de reajuste.
A proposta foi rejeitada por unanimidade nas assembleias realizadas pela categoria em todo o país, e, na semana passada, a empresa voltou a fazer nova proposta, desta vez de 5,2% de ajuste equivalente à inflação dos últimos 12 meses.
Os Correios afirmam que o reajuste de 5,2% elevaria o salário-base inicial para R$ 991,77.
"Se somado o adicional de atividade que os carteiros recebem, o vencimento subiria para R$ 1.289,30.
Este cargo é de nível médio", informaram, em nota.
A segunda proposta também rejeitada nas assembléias já realizadas.
Fonte: folha.com